“O pecado original é limitar o ser”

Por André Zotês

Fala, galera… Tudo bem? Todos prontos para mais um “O Bardo Rubro Negro”? Decidi começar este texto, citando uma frase de Richard Bach, escritor que aprecio. Acho extremamente propícia ao momento vivido pelo rubro negro carioca. Se formos analisar bem, ela se enquadra perfeitamente na história de nosso velho DNA. Sim, aquele que brada um time vibrante e com jogadores de raça.

Não há como deixar de notarmos a melhora na motivação de alguns jogadores, como Vitinho, que até carrinho deu no Fla x Flu; ou Uribe, que parece ser o centroavante escolhido enfim, depois de tanto rodízio nessa posição.

Cabe ainda destacar que o Vitinho fez dois bons jogos seguidos, cruzando melhor, dando assistências para os gols, sendo menos “fominha”, mostrando mais disposição em campo, porém ainda precisar melhorar nas finalizações para marcar seus tentos.

Dorival não mexeu muito no time, além do que já falei acima, ele pôde treinar com o grupo por um tempo, algo que o Barbieri não teve, já que o Fla agora disputa somente o Brasileiro. Acredito que houve mais um trabalho motivacional por trás da equipe, e claro, com as ausências por lesão dos Diegos, tivemos a chance de vermos o César atuar um pouco mais e ganhar o ritmo de que necessita e o Paquetá atuar mais próximo da área adversária, sem tamanha obrigação com marcar e assim, voltar a render mais. Isso tudo nos mostra que ainda é possível sonhar como aconteceu em 2009. Basta fazer acontecer!

 

Dor de cabeça

Falando na volta dos Diegos, Dorival terá uma boa dor de cabeça pela frente, pois já se questiona nas redes e imprensa, se o Diego Ribas teria ou não espaço no time, pois o mesmo funcionou bem sem ele. Algo determinante para recuperação do Paquetá, como falei antes e também para a volta aos titulares de William Arão. O Diego Alves parece ser mais importante, com a liderança, experiência e fama de pegador de pênaltis, não que o Ribas não seja um líder ou não tenha experiência. Entretanto, é interessante vermos a desenvoltura do Éverton Ribeiro jogando com mais liberdade, Paquetá mais avançado, Vitinho mais flutuante, Uribe mais na área, tudo isso com a ajuda do Arão ao Cuéllar na cobertura desses avanços, sem que o mesmo perca aquele elemento surpresa nas finalizações.

Com Diego Ribas jogando, o time cadencia mais, apesar de ganhar em criação e finalização. A cobertura diminui com a saída do Arão, Paquetá precisa recuar mais, Vitinho e Éverton Ribeiro precisam marcar mais, Uribe tem que buscar mais a bola. E se a zaga não compactar mais com o meio campo como tem feito, a recomposição se torna lenta. Tudo isso deverá ser levado em conta pelo nosso técnico. Uma interessante opção de solução seria um rodízio com determinadas peças, visando à melhor estratégia diante de cada adversário. Ampliar mais as variações táticas. Vejamos…

 

Então, é isso. Hoje farei diferente do que costumo fazer aqui na coluna e teremos somente dois temas. Voltaremos em breve e espero que tenham gostado. Sigam nos acompanhando em todas as redes sociais… Saudações rubro negras, abraços!!!

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