Hora de mostrar algo diferente

Chegou a hora de E. Ribeiro exibir algo no seu repertório que não apareceu ainda. Paquetá idem. Diego Ribas, que deve começar na reserva, tem mais uma chance de sair do status de “quase-ídolo”. Mas, não é desses caras que eu quero falar. Quero falar dos coadjuvantes.

Quero falar de César, que como disse no podcast, (se você não escutou, no nosso site ou no Spotify tem!) pegou uma situação delicada e vem lidando bem. Mas, o Paraná fragilizado passou e agora vem o Palmeiras, com parte do seu arsenal e a derrota na Libertadores na bagagem. É hora de César se consolidar, mostrar não só ao Flamengo, mas ao mundo que ele é um goleiro formado e que pode ser titular de um time grande.

Quero escrever sobre Léo Duarte. É o momento do jovem zagueiro, que vem fazendo um boníssimo campeonato, brilhar de fato, mostrar a Réver e a nós que ele não é futuro, é um presente bem colocado, que corta cruzamentos com qualidade e tem velocidade para acompanhar atacantes rápidos. Citei os jovens, mas também o relógio badala para nomes que estão aí há um tempo e a hora da verdade nunca chegou. Talvez, só talvez seja a hora.

Os ponteiros podem mostrar a Renê que ele tem que apresentar algo a mais, não só um futebol conservador, previsível. Em sua maioria eficiente, mas chato e facilmente combatido. O que falar para Rodinei/Pará? Porque para mim, são um só. Carreiras já estabelecidas no futebol brasileiro, certa fama, alguns títulos ali, histórias e resenhas a baldes, mas e o momento Gabiru? Aquilo que ficará gravado na cabeça das pessoas, algo que possa ser utilizado como argumento por anos e anos?

E Arão? Saiu do Botafogo, foi pro Flamengo, titularidade, queda de rendimento,reserva, volta como uma Fênix ao time principal. Falta o quê aí? O final épico, o berro do narrador resumindo as idas e vindas da vida. Porque não falo de Cuéllar? Pois, o colombiano já brilha, já foi à seleção de seu país e faz questão que a cada jogo seu nome seja lembrado. Não preciso falar dele.

E nem preciso falar de E. Ribeiro, Paquetá e Diego. Ribeiro é campeão, rico, consolidado e tem vaga aonde for. Paquetá vai para Itália, sentir o glamour de Milão. E Diego tem em mente tudo que já passou e o que precisa fazer. Mas, e o Dourado? Um cara legal. Surpreenda-me! E o Uribe? Maneiro…

Quero mesmo é ver as histórias dos conhecidos, mas que ficam de lado, que são folclóricos, que a torcida mal canta. É a chance real desses caras de terem um legado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *