“Se os Ramones acreditavam em milagres, por que não eu?”

Fala, galera… Beleza? Todos prontos para mais um “O Bardo Rubro Negro”? Aqui é o André Zotês e vamos para mais essa prosa!

Tivemos neste último sábado, a “final antecipada”, o confronto dos milhõe$, a rivalidade Rio x SP, enfim, a possibilidade de um grande jogo entre o líder e o vice líder do Campeonato Brasileiro. Para o Palmeiras, valia a manutenção da liderança e em caso de vitória, uma quase garantia do título. Para o Fla, uma aproximação aos paulistas ainda mais agressiva, uma distância de um ponto apenas. E o que aconteceu?
Nada mudou. A caçada ao Porco continua. Tivemos uma etapa inicial muito truncada, Felipe Melo cumpriu bem sua função à frente da defesa alviverde, que jogava desfalcada e improvisada, e ainda sim, mostrou-se sólida. O Flamengo veio como tem vindo, com Arão em campo e Diego Ribas no banco. Ainda com Diego Alves fora até da reserva, isso certamente será tema de outro futuro papo aqui. O time se portou bem aproveitando o Luan improvisado (aqui quero me redimir, pois no último episódio do Flacast, o citei no lado esquerdo, quando na verdade jogou no lado direito), usando a força de nosso ataque por esse setor. Em contrapartida, Dudu ameaçava na direita, aproveitando a partida ruim do Pará.
Na etapa final, gol do Dudu logo no início e adivinhem por quê? Quem acertar ganha um açaí do Pará… Se o Fla já tinha maior posse, isso ficou ainda mais evidente, já que a melhor arma do Palmeiras é o contra ataque. Com o placar adverso, o rubro negro partiu pra cima. A partida melhorou e Dorival avançou a equipe. Colocou Diego Ribas para dar mais criação, sacou Arão; sacou também Uribe e adiantou o Paquetá, colocando Geuvânio (que mais uma vez, nada fez) e teve que tirar Vitinho com dores (onde temos que ressaltar que fez outro bom jogo) para colocar um improvável Marlos.
Eis que tivemos uma grata surpresa: ele fez o gol de empate, aleluia! E mais… Entrou tão bem quanto o Vitinho, seguiu dando trabalho aos palmeirenses e ainda deu belo passe para o Paquetá perder a bola do jogo. Se faz o gol…
A luta continua. Os próximos três jogos deles e os nossos, serão de suma importância para sabermos qual será o nosso destino. E o fator Libertadores para eles pode até nos ajudar. “Eu acredito em milagres”, disse Ramones. Por que a gente também não pode acreditar?

Falando em milagres…
Dorival já fez Vitinho render mais, fez a bola chegar pro Uribe fazer gols (até o Dourado tirou uma casquinha), fez o César renascer (e o Arão também), fez o time deixar de ser somente “arame liso”… Fez o Marlos fazer gol depois de 2 anos!
Falta só fazer o Geuvânio jogar. Se conseguir, já será feito santo na Gávea.

E por hoje é só, pessoal… Mantenhamos o foco e a fé e até breve!

Hora de mostrar algo diferente

Chegou a hora de E. Ribeiro exibir algo no seu repertório que não apareceu ainda. Paquetá idem. Diego Ribas, que deve começar na reserva, tem mais uma chance de sair do status de “quase-ídolo”. Mas, não é desses caras que eu quero falar. Quero falar dos coadjuvantes.

Quero falar de César, que como disse no podcast, (se você não escutou, no nosso site ou no Spotify tem!) pegou uma situação delicada e vem lidando bem. Mas, o Paraná fragilizado passou e agora vem o Palmeiras, com parte do seu arsenal e a derrota na Libertadores na bagagem. É hora de César se consolidar, mostrar não só ao Flamengo, mas ao mundo que ele é um goleiro formado e que pode ser titular de um time grande.

Quero escrever sobre Léo Duarte. É o momento do jovem zagueiro, que vem fazendo um boníssimo campeonato, brilhar de fato, mostrar a Réver e a nós que ele não é futuro, é um presente bem colocado, que corta cruzamentos com qualidade e tem velocidade para acompanhar atacantes rápidos. Citei os jovens, mas também o relógio badala para nomes que estão aí há um tempo e a hora da verdade nunca chegou. Talvez, só talvez seja a hora.

Os ponteiros podem mostrar a Renê que ele tem que apresentar algo a mais, não só um futebol conservador, previsível. Em sua maioria eficiente, mas chato e facilmente combatido. O que falar para Rodinei/Pará? Porque para mim, são um só. Carreiras já estabelecidas no futebol brasileiro, certa fama, alguns títulos ali, histórias e resenhas a baldes, mas e o momento Gabiru? Aquilo que ficará gravado na cabeça das pessoas, algo que possa ser utilizado como argumento por anos e anos?

E Arão? Saiu do Botafogo, foi pro Flamengo, titularidade, queda de rendimento,reserva, volta como uma Fênix ao time principal. Falta o quê aí? O final épico, o berro do narrador resumindo as idas e vindas da vida. Porque não falo de Cuéllar? Pois, o colombiano já brilha, já foi à seleção de seu país e faz questão que a cada jogo seu nome seja lembrado. Não preciso falar dele.

E nem preciso falar de E. Ribeiro, Paquetá e Diego. Ribeiro é campeão, rico, consolidado e tem vaga aonde for. Paquetá vai para Itália, sentir o glamour de Milão. E Diego tem em mente tudo que já passou e o que precisa fazer. Mas, e o Dourado? Um cara legal. Surpreenda-me! E o Uribe? Maneiro…

Quero mesmo é ver as histórias dos conhecidos, mas que ficam de lado, que são folclóricos, que a torcida mal canta. É a chance real desses caras de terem um legado.

“O pecado original é limitar o ser”

Por André Zotês

Fala, galera… Tudo bem? Todos prontos para mais um “O Bardo Rubro Negro”? Decidi começar este texto, citando uma frase de Richard Bach, escritor que aprecio. Acho extremamente propícia ao momento vivido pelo rubro negro carioca. Se formos analisar bem, ela se enquadra perfeitamente na história de nosso velho DNA. Sim, aquele que brada um time vibrante e com jogadores de raça.

Não há como deixar de notarmos a melhora na motivação de alguns jogadores, como Vitinho, que até carrinho deu no Fla x Flu; ou Uribe, que parece ser o centroavante escolhido enfim, depois de tanto rodízio nessa posição.

Cabe ainda destacar que o Vitinho fez dois bons jogos seguidos, cruzando melhor, dando assistências para os gols, sendo menos “fominha”, mostrando mais disposição em campo, porém ainda precisar melhorar nas finalizações para marcar seus tentos.

Dorival não mexeu muito no time, além do que já falei acima, ele pôde treinar com o grupo por um tempo, algo que o Barbieri não teve, já que o Fla agora disputa somente o Brasileiro. Acredito que houve mais um trabalho motivacional por trás da equipe, e claro, com as ausências por lesão dos Diegos, tivemos a chance de vermos o César atuar um pouco mais e ganhar o ritmo de que necessita e o Paquetá atuar mais próximo da área adversária, sem tamanha obrigação com marcar e assim, voltar a render mais. Isso tudo nos mostra que ainda é possível sonhar como aconteceu em 2009. Basta fazer acontecer!

 

Dor de cabeça

Falando na volta dos Diegos, Dorival terá uma boa dor de cabeça pela frente, pois já se questiona nas redes e imprensa, se o Diego Ribas teria ou não espaço no time, pois o mesmo funcionou bem sem ele. Algo determinante para recuperação do Paquetá, como falei antes e também para a volta aos titulares de William Arão. O Diego Alves parece ser mais importante, com a liderança, experiência e fama de pegador de pênaltis, não que o Ribas não seja um líder ou não tenha experiência. Entretanto, é interessante vermos a desenvoltura do Éverton Ribeiro jogando com mais liberdade, Paquetá mais avançado, Vitinho mais flutuante, Uribe mais na área, tudo isso com a ajuda do Arão ao Cuéllar na cobertura desses avanços, sem que o mesmo perca aquele elemento surpresa nas finalizações.

Com Diego Ribas jogando, o time cadencia mais, apesar de ganhar em criação e finalização. A cobertura diminui com a saída do Arão, Paquetá precisa recuar mais, Vitinho e Éverton Ribeiro precisam marcar mais, Uribe tem que buscar mais a bola. E se a zaga não compactar mais com o meio campo como tem feito, a recomposição se torna lenta. Tudo isso deverá ser levado em conta pelo nosso técnico. Uma interessante opção de solução seria um rodízio com determinadas peças, visando à melhor estratégia diante de cada adversário. Ampliar mais as variações táticas. Vejamos…

 

Então, é isso. Hoje farei diferente do que costumo fazer aqui na coluna e teremos somente dois temas. Voltaremos em breve e espero que tenham gostado. Sigam nos acompanhando em todas as redes sociais… Saudações rubro negras, abraços!!!

Até onde podemos chegar?

Em 2019, nos despediremos de Lucas Paquetá. Mais um que se vai, de um Flamengo promissor, de bom desempenho, mas que só ganhou um Carioca. O Fla do futuro que ficou e ficará (olha aí, “De Volta para o Futuro”!) no passado. O Fla de Vizeu, Vini Jr e Paquetá.

Esse Flamengo ainda briga pelo Campeonato Brasileiro 2018. Vitória forte e firme sobre o Corinthians, semana passada, que trouxe certo ânimo num final de ano que prometia ser melancólico.

O placar de 3×0 no time paulista mostra todos os “mundos” que compõem o universo rubro negro atual: um time que joga bem competições de pontos corridos, jogadores que são de “médio” para “bom”, uma necessidade latente de motivação extra vindoura de um psicológico diferente, frágil. Os bonecos que ganham do Corinthians na Arena deles, quebrando um tabu de anos e voltando para briga do título, são os mesmo que empataram em zero a zero num Maracanã lotado, com o adversário claramente medroso, e perderam em São Paulo com um gol de jogador que estava apenas com 30 seg em campo. Ou seja, o Flamengo é uma loucura.

E é essa loucura que pode catapultá-los ao título. Pipocam noticias da possível saída de Diego. Não se sabe o futuro de muitos jovens, alguns são utilizados, outros desprezados.  Quem é o atacante titular? Dourado irá sair? E Lincoln? Quem será o presidente?

O Fla 2018 pode ser campeão única e especificamente por conta de sua bagunça institucionalizada, que move misteriosamente coisas na Gávea e em Vargem Grande. Talvez se Paquetá ficasse, Diego já renovasse contrato, Dourado artilheiro do campeonato e ninguém se machucasse, nós não iríamos acreditar no título.

O Flamengo mais organizado em anos é bagunçado por natureza. Talvez nós, rubro negros de verdade, sentimos uma naturalidade e até um sorrisinho “saia entre os dentes” com as noticias. Até o final do ano alguém cairá na porrada lá dentro para ficar bom.

A tabela chama, tão bagunçada quanto um clássico é proclamado e, os adversários estão tão zoados quanto a gente. Se muitos pediam que o futebol brasileiro respirasse, está aí. Ninguém é de ninguém, não existe estabilidade, os pontos e bolinha da Globo, tremem a cada segundo.

Essa é a hora de ir ao Maracanã. A hora de parar na frente da TV, de berrar no áudio de Whats App, de encher o saco no Facebook sem ser por conta de eleição. É hora de ser Flamengo em sua essência.

Eles estão em 2019

Eles estão em 2019

Nós não. Nós acreditamos em uma boa campanha na Libertadores. Esperávamos pelo menos a final da Copa do Brasil.

Só que eles não. Parece-me que as pessoas envolvidas com o Flamengo 2018 estão mais preocupadas com seus objetivos pessoais e suas particularidades. Não sei se Barbieri perdeu o vestiário, incomodou alguém lá dentro ou só não fazia parte do grupo de Whats App. O que eu sei é que a parcela de culpa dele é a menor.

Todos sabem que esse elenco tem talento e toda estrutura para trabalhar e brigar por qualquer título na América do Sul. E por que constantemente eles decepcionam? Por que empatar com o Bahia, num jogo onde claramente o time adversário era inferior?

Tudo tem sua taxa de sorte e azar, mas e a parte do treinamento, competência e principalmente, vontade? Basta assistir Cuéllar jogando quinze minutos e percebe-se o meu ponto. Ele não é perfeito, ele erra e tem suas deficiências. Mas, o que esse cara entrega é o MÍNIMO que um jogador deve deixar em campo. Se todos tivessem a mesma atitude, alguns resultados seriam diferentes.
Outro que justifica minhas linhas é W. Arão. Quem escuta nosso podcast sabe que não gosto do futebol dele. Não sei quais são os reais motivos de sua melhora, mas é inegável que HOUVE uma melhora. Por que E. Ribeiro não consegue entregar o mesmo tipo de resultado? Réver? Pará?

Se Dorival Jr tiver algum sucesso, seu mérito será apenas conscientizar e motivar aqueles bonecos dos benefícios que o coletivo pode trazer ao privado. É perceptível o desinteresse, falta de motivação e aquele “algo a mais” que times campeões mostram.

O Flamengo 2018 ainda está na disputa do Campeonato Brasileiro. É necessário treinamento, organização e a utilização das melhores peças. Mais fácil esperar bons momentos de Lincoln e Uribe do que do H. Dourado. Trauco pode ajudar mais do que Renê. Pará e Rodinei, bom… Aí, fica difícil né?

Diego, E. Ribeiro e Paquetá podem e DEVEM jogar mais. Se o mínimo for feito, as redes sociais serem deixadas de lado e o foco for jogo a jogo, explorando nossos pontos fortes, é possível.
Mas, se o interesse for apenas renovação de contrato, ida ao exterior, férias em família na Disney e convocações para seleção brasileira baseadas em lobby e não em futebol, aí todos devemos pensar em 2019.

Eficiência x Eficácia

Fala, galera… Saudações rubro negras! Vamos para mais um “O Bardo Rubro Negro”? Sou o André Zotês e vambora refletir sobre esta queda anunciada…

 

Eficiência x Eficácia

Aproveitando que tenho estudado algo sobre administração, vamos falar um pouco sobre isso. Tomemos como exemplo, os dois clubes de maiores torcidas no país: o nosso Flamengo e o seu algoz na noite de ontem, o Corinthians…

Títulos do Flamengo neste século:

Estaduais – 2001, 2004, 2007, 2008, 2009, 2011, 2014 e 2017 (8) total

Nacionais – Copa dos Campeões 2001, Copa BR 2006 e 2013, Brasileiro 2009 (4) total

Títulos do Corinthians neste século:

Estaduais: 2001, 2003, 2009, 2013, 2017 e 2018 (6) total

Interestadual: Rio x SP 2002 (1) total

Nacionais: Série B 2008, Copa BR 2002 e 2009, Brasileiro 2005, 2011, 2015 e 2017 (7) total

Continentais: Libertadores 2012, Recopa Sul-Americana 2013 (2) total

Mundial: 2012 (1) total

Comparando ambos, somente neste século, conseguimos ver como o Flamengo fracassou no departamento de futebol. O Corinthians, com menos recursos, tornou-se um clube muito mais vencedor. É verdade que no começo dos anos 2000, o clube paulista tinha algum poderio financeiro, porém, meteu “os pés pelas mãos” e se endividou enormemente. Ainda sim, em campo, conseguiu construir uma identidade competitiva. Já, nós cariocas, de pobres, passamos a ser um exemplo de gestão financeira e de marketing, um modelo nacional a ser seguido. Todavia, não conseguimos reproduzir esses ganhos nos bastidores dentro das quatro linhas. Criou-se uma identidade apática e perdedora.

Esse abismo fica ainda mais evidente se destacarmos somente a “Era Bandeira”. Mostra-nos um time ineficiente, possuidor de meios que de alguma forma, não se interligam. Não há uma sinergia com a história do clube. E sem isso, é impossível ser eficaz, pois um time sem o verdadeiro DNA rubro negro estará fadado ao nada.

 

“Desânimo” (Álvares de Azevedo) – Um trecho, em homenagem ao Flamengo de outrora…

Estou agora triste. Há nesta vida
Páginas torvas que se não apagam,
Nódoas que não se lavam… se esquecê-las
De todo não é dado a quem padece…
Ao menos resta ao sonhador consolo
No imaginar dos sonhos de mancebo!

 

E pra gente fechar:

A gente não quer só dinheiro, a gente quer ser campeão, jogando bem e com raça!

Um abraço, obrigado por nos acompanhar nas redes sociais e até semana que vez!

Só sei que nada sabemos

Fala, galera… Saudações rubro negras! Eu sou o André Zotês e estamos aqui para mais um “O bardo rubro negro”!

 

Este jogo no último domingo se não agradou alguns, serviu para ao menos nos fazer pensar. Peças antes praticamente descartadas ou até deixadas no esquecimento foram destaque ao menos, no primeiro tempo e começo do segundo. Porque em boa parte da etapa final, o que vimos foi uma pressão adversária.

Fizemos um gol relâmpago. Tomamos o empate em bola aérea. Viramos logo no começo do segundo tempo. Até aí, como gosto de falar, foi só mais do mesmo. No entanto, é o que está nas entrelinhas que quero discutir com vocês.

Afinal, quem é o nosso centroavante? E por que eles não fazem gol? E quando fazem logo dois, nenhum vale. Vitinho só vai estrear na temporada que vem? Aliás, quem é o substituto do Vinícius Jr? Diego e Paquetá fazendo as mesmas funções… E aí? Não seria melhor o time jogar no 442 com 2 volantes (vide o retorno do Arão) e soltar mais os laterais (assim, Trauco poderia atuar mais)? E por que a defesa toma tanto gol em cruzamentos?

São várias as questões a serem pensadas. Isso é só futebol, mas poderia ser uma aula de filosofia.

 

Agora vai?

Voltamos a estar mais próximos da liderança. Vencemos um jogo de “6 pontos”, mas a equipe precisa engrenar. Barbieri precisa se decidir sobre onde Diego e Paquetá rendem mais. E se Diego volta ou não ao time. Precisa se decidir sobre mudar ou não o esquema. E se mudar, talvez fosse hora de ousar mais e deixar o Trauco como titular. E por que não irmos mais longe e deixarmos Diego, Paquetá, Everton Ribeiro e Vitinho na frente? Isso se a idéia do “falso 9” persistir. Paquetá e Vitinho poderiam se alternar nessa função. Ainda mais se o Arão seguir jogando. Caso seja utilizado um centroavante de ofício, tendo a cobertura de mais um volante e a participação mais efetiva dos laterais ocorra, aí sim, acredito que o Dourado e Uribe teriam mais chances de desencantarem. O Lincoln caberia num time mais veloz. E aí, hoje, acredito que quem teria quer ir para o banco seria o Vitinho. Mas, será que o nosso técnico bancará tamanha ousadia?

 

Em tempo

Engraçado e no mínimo interessante que o Fla finaliza menos e acerta mais e, ganha. Em um jogo parelho com o Atlético. E joga com mais volantes, não fica tanto com a bola. Vai entender…

Jogo decisivo contra o Corinthians nesta quarta que pode selar a chance de um título mais expressivo nesta temporada e deixar o time mais tranqüilo no Brasileiro. Bela oportunidade de acabar de vez com esse mais do mesmo!

Aonde foi parar?

Será que tudo dependia de Vinicius Jr. E Vizeu? Ou de Rueda? Em qual momento o futebol do Flamengo saiu e deu lugar a um jogo de bola que visa empatar os jogos?

O empate com o Vice é simbólico, pois mostra o potencial desperdiçado desse time. Perceba que Pará/Rodinei (porque eles são um só!) é isso aí que você vê duas vezes por semana. Não vai melhorar, muito menos piorar. Renê também. E aí vem o primeiro caso de desperdício de talento e dinheiro: Trauco. Sua capacidade ofensiva é inegável, tanto que foi à Copa. Já na defesa, com treinamentos e VONTADE, poderia melhorar e com uma volância decente… SHAZAM! Teríamos um lateral esquerdo rápido, bom de passe e que sabe cruzar. Mas, não… O que temos é um reserva que visivelmente quer ir embora. Renê não tem reserva. 


Zaga… É nítido que Rever não dá mais conta. A zaga titular seria Léo Duarte, já estabelecido e que ainda vai melhorar MUITO e, Thuler. Só que o garoto entrou, deu umas vaciladas (como todo garoto) e perdeu a vaga para o pseudo-capitão, lento e cansado. Léo joga por dois. Volantes? É lógico que na sua cabeça veio o nome de Cuellar. But… é só. Arão? Não se engane, essa fake melhora porque quer sair. Se alguém pensou em Rômulo, merece ir à forca. E não me venham com essa de “oportunidades”. Ele as teve. Quem poderia ajudar? Ronaldo. Mas, ninguém sabe porque o menino não joga. Jean Lucas entra no mérito do Thuler: Entrou, vacilou, é colocado pra escanteio. Quem entra? Arão. E o talento dos garotos lá no banco, com olheiros do mundo babando… 


Paquetá cansou. O esquema fudeu Paquetá. A Seleção iludiu ele. Todas essas alternativas são válidas. Mas, e aí? Vamos assistir ele “caindo” e não vai ser feito nada? Final do ano ele deve ir embora. É isso? Acabou? Novamente: olha o desperdício. E Diego? Everton Ribeiro? Todos eles podem mostrar algo a mais e alguma “coisa” está “segurando” isso. Diego queria ir para Copa, não foi. Vem Copa América aí. Ribeiro não pensa nisso? 


O ataque é um ponto destacado desse raciocínio. Acredite em mim: Dourado não vai melhorar muito mais que isso. É ISSO AÍ MESMO. Ainda que o meio campo melhore, laterais, se alcance a paz mundial e o Vasco seja campeão de algo; ele vai continuar sendo isso aí. Uribe? Não sabemos, mas nesse jogo contra os Vices, ele demonstrou alguma melhora. Talvez? E Lincoln? A capacidade que esse garoto tem e que pode e deve ser lapidada. Coloca ele de titular, aposta nele. Não fica esperando um cara como Dourado, que está do meio pro fim da carreira melhorar. Além dele, ainda tem o Vitor Gabriel que está arrebentando. Repetindo: potencial. 


Esse elenco do Flamengo pode mais. Independente de Barbieri, Luxa , Abel ou Guardiola. Cabem aos profissionais, que acredito eu, querem manter seus cargos; trabalharem e extraírem mais de quem PODE oferecer mais.

Um texto de Jefferson Montenegro

Tudo Verde?

Tudo verde?
Isso aqui não é texto pró Chape.Não houve uma nova derrota. Tampouco houve um vistoso futebol. Ainda está muito burocrático, pouco incisivo. Repetitivo. Falta inovação. Aliás, faltam algumas coisas. Mas, vamos por partes.
Quase rola um protesto da torcida. Havia ameaça de um Maracanã cheio de silêncio. Impensável isso. Uma Nação calada por causa de um futebol medíocre e desalmado?
Não, graças a Deus, não. Seria ele rubro negro? Tomara! Assim, meu texto se justificará. E voltando ao cheio no Maraca, foram apenas 30 mil onde têm sido 60 mil. E fizeram seu papel direitinho. O Flamengo que fez mais ou menos. Só cumpriu sua obrigação.
A Chape que me desculpe. É a queridinha de todos nós depois da tragédia que sofreu, mas tem brigado pra não cair e o Fla tinha que vencer bem. Só venceu, não convenceu. Entretanto, vimos traços de esperança. Dizem que a cor dela é o verde. Se realmente for, que ontem tenha sido um bom sinal…

Tô na de fora
Isso mesmo. Barbieri tem que implementar essa política no time. Viram que ela serviu pro Arão? Andou um tempo na de fora e depois de uns fiascos, xingamentos e juras de morte, conseguiu, enfim, emplacar duas boas partidas, embora com um erro na penúltima. Que tal fazer isso com Rodinei e Pará, hein? Não tá na hora do Thiago Ennes e Klebinho? Abre o olho, Diretoria… Quer ficar de novo na de fora do título???

Jogador de terno
Temos que falar do Juan. Uma lástima o que aconteceu. Acompanhei literalmente a carreira dele, temos a mesma idade. Vi desde seus primeiros desarmes, botes e cabeçadas certeiras no Mengo, passando por sua brilhante carreira na Roma e retorno. Não joga mais esse ano. Mas, sua presença, liderança, história hão de jogar com o grupo. Que sirva de inspiração onde parece não haver nem um pouco. Que a dor dele se transforme em lágrimas de felicidade com títulos. Afinal, ele merece. E com isso, poderá se aposentar com o hepta e o tetra na lapela.

Rubro, paixão negra

A gente sempre fala: nunca mais, cansei, não verei, mas sempre voltamos. Sempre estamos contigo, Mengão. O mês de agosto foi de um tremendo desgosto para a nação. A receita da decepção é gerar grandes expectativas. E foi isso. Várias frustrações e queda na tabela.

Ontem, de novo, insisti na minha teimosia em não aceitar que o Flamengo não cumpra seu destino, entoado no hino do clube. Vencer, vencer, vencer. E o time faz justamente o contrário.

Se ao menos víssemos a equipe mostrar foco, concentração… Mas, não. Tomamos novamente gols bobos, gerados por falhas na defesa. Assistimos o sempre mesmo novamente.

Rubro foi a festa no Beira Rio, com a liderança. Rubro é a nossa cara de vergonha.

Negra é a fase que estamos passando. É a nuvem que paira na Gávea.

Só que essa paixão que arde em mim ainda me dá esperanças. Porque isso é Flamengo.

 

Mais do mesmo

E nesse clima de repetição não poderia faltar Rômulo. Aliás, ele estava em Porto Alegre? Não poderia faltar o Arão. Bom, até que não fez uma partida ruim. Peraí… Onde tava o Arão que não marcou o Rodrigo Dourado? Não podia faltar Pará. Se bem que faltam laterais, né?  Matheus Sávio também não faltou. Uribe faltou ter intimidade com a bola. Vitinho, não faltou com o gol, aleluia. Mas, faltou estar presente na partida e parar de retardar ataques. E Marlos, meu Deus???? Vai faltar com o gol até o Cometa Halley Passar, vai????

 

Em tempo

Dizem que o Vinícius Jr pode voltar ano que vem. Não tem como ele vir agora? Porque desde que foi embora, o Fla perdeu o poder de furar as defesas como fazia antes da Copa.

Ah, Barbieri já ta quase sem mais tempo…