“Paraíso ou Inferno?”

Saudações rubro negras, galera! Tudo bem? Eu estava meio sumido, mas “O Bardo Rubro Negro” está de volta! E como a gente esteve ausente, farei um apanhado do que rolou nas últimas semanas…
Após o empate com o Palmeiras, a caçada ao porco persistia e logo em seguida tivemos mais um confronto com um rival da parte de cima da tabela, o São Paulo. E novamente derrapamos em nossos próprios erros numa hora imprópria. Outro empate, frustrante. Porém, o pior ainda estaria por vir, pois no clássico contra o Botafogo, fomos derrotados e nos afastamos ainda mais do líder e conseqüentemente, das chances de título. Nem parecíamos que estávamos brigando por uma oportunidade de sermos campeões, um time sem vontade era a nossa imagem, uma vez mais.
Só que no Flamengo, quanto pior parecem as coisas, melhor pode ser. E num milagre, os resultados positivos começaram a voltar. Primeiro, a vitória contra o Santos no dia de nosso aniversário, com direito a defesa de pênalti de César, em cobrança de Gabigol, artilheiro da competição. O AMOR começava a retornar… Depois, numa demonstração de RAÇA, jogando com menos um, após expulsão de Paquetá, derrotamos o Sport. E por fim, de uma maneira segura, numa boa atuação, apesar de não ser de gala, vencemos o Grêmio numa explosão de PAIXÃO, de nossa torcida.
Por essas e outras razões, somo FLAMENGO. Faltam dois jogos. Contra o Cruzeiro, fora, um adversário que sabemos que é complicado e o Atlético PR em casa, que sabemos que seremos abraçados no calor de nossa massa, principalmente se ainda tivermos chances do hepta. A tabela mostra um caminho mais fácil para o Palmeiras? Talvez, só que eles enfrentarão adversários do Z4 querendo sobreviver. Pra quem tem São Judas Tadeu como padroeiro, nada é impossível. Lembremos de 2009. Aqui não tem purgatório, é paraíso ou inferno. E o paraíso é logo ali, basta não perdermos para nós mesmos como antes e secarmos o porco.

Rapidinhas
Dorival, se tivesse vindo antes, será que a gente já não estaria numa situação melhor? Claro, sem as invencionices e manias de resgate de perdidos, né?
Berrío voando como nunca; Vitinho teve aumento de produção, mas tem que abrir o olho; César mostrando que Diego Alves pode ser banco; Diego Ribas mostrando que pode ficar e ser útil; Uribe mostrando que se a bola chegar redonda pode fazer gols; Dourado também, mas hoje seria um bom banco; aliás, o banco fez muito bem ao Arão, que agora parece aquele de outros tempos; Léo Duarte se firmou.
Pará e Rodinei, eternos problemas; Paquetá já está em Milão, Geuvânio e Rômulo, NÃO; Trauco fica ou vai? Réver já está ficando pra trás, hora de renovar.
Éverton Ribeiro, Renê, Cuéllar estão na média. Uns estão em observação, por atuarem em alguns jogos, somente.
E volto a dizer: OLHA A BASE, Diretoria. Tem gente pedindo passagem. Abraços e até semana que vem, pessoal!!!

“O pecado original é limitar o ser”

Por André Zotês

Fala, galera… Tudo bem? Todos prontos para mais um “O Bardo Rubro Negro”? Decidi começar este texto, citando uma frase de Richard Bach, escritor que aprecio. Acho extremamente propícia ao momento vivido pelo rubro negro carioca. Se formos analisar bem, ela se enquadra perfeitamente na história de nosso velho DNA. Sim, aquele que brada um time vibrante e com jogadores de raça.

Não há como deixar de notarmos a melhora na motivação de alguns jogadores, como Vitinho, que até carrinho deu no Fla x Flu; ou Uribe, que parece ser o centroavante escolhido enfim, depois de tanto rodízio nessa posição.

Cabe ainda destacar que o Vitinho fez dois bons jogos seguidos, cruzando melhor, dando assistências para os gols, sendo menos “fominha”, mostrando mais disposição em campo, porém ainda precisar melhorar nas finalizações para marcar seus tentos.

Dorival não mexeu muito no time, além do que já falei acima, ele pôde treinar com o grupo por um tempo, algo que o Barbieri não teve, já que o Fla agora disputa somente o Brasileiro. Acredito que houve mais um trabalho motivacional por trás da equipe, e claro, com as ausências por lesão dos Diegos, tivemos a chance de vermos o César atuar um pouco mais e ganhar o ritmo de que necessita e o Paquetá atuar mais próximo da área adversária, sem tamanha obrigação com marcar e assim, voltar a render mais. Isso tudo nos mostra que ainda é possível sonhar como aconteceu em 2009. Basta fazer acontecer!

 

Dor de cabeça

Falando na volta dos Diegos, Dorival terá uma boa dor de cabeça pela frente, pois já se questiona nas redes e imprensa, se o Diego Ribas teria ou não espaço no time, pois o mesmo funcionou bem sem ele. Algo determinante para recuperação do Paquetá, como falei antes e também para a volta aos titulares de William Arão. O Diego Alves parece ser mais importante, com a liderança, experiência e fama de pegador de pênaltis, não que o Ribas não seja um líder ou não tenha experiência. Entretanto, é interessante vermos a desenvoltura do Éverton Ribeiro jogando com mais liberdade, Paquetá mais avançado, Vitinho mais flutuante, Uribe mais na área, tudo isso com a ajuda do Arão ao Cuéllar na cobertura desses avanços, sem que o mesmo perca aquele elemento surpresa nas finalizações.

Com Diego Ribas jogando, o time cadencia mais, apesar de ganhar em criação e finalização. A cobertura diminui com a saída do Arão, Paquetá precisa recuar mais, Vitinho e Éverton Ribeiro precisam marcar mais, Uribe tem que buscar mais a bola. E se a zaga não compactar mais com o meio campo como tem feito, a recomposição se torna lenta. Tudo isso deverá ser levado em conta pelo nosso técnico. Uma interessante opção de solução seria um rodízio com determinadas peças, visando à melhor estratégia diante de cada adversário. Ampliar mais as variações táticas. Vejamos…

 

Então, é isso. Hoje farei diferente do que costumo fazer aqui na coluna e teremos somente dois temas. Voltaremos em breve e espero que tenham gostado. Sigam nos acompanhando em todas as redes sociais… Saudações rubro negras, abraços!!!

Eficiência x Eficácia

Fala, galera… Saudações rubro negras! Vamos para mais um “O Bardo Rubro Negro”? Sou o André Zotês e vambora refletir sobre esta queda anunciada…

 

Eficiência x Eficácia

Aproveitando que tenho estudado algo sobre administração, vamos falar um pouco sobre isso. Tomemos como exemplo, os dois clubes de maiores torcidas no país: o nosso Flamengo e o seu algoz na noite de ontem, o Corinthians…

Títulos do Flamengo neste século:

Estaduais – 2001, 2004, 2007, 2008, 2009, 2011, 2014 e 2017 (8) total

Nacionais – Copa dos Campeões 2001, Copa BR 2006 e 2013, Brasileiro 2009 (4) total

Títulos do Corinthians neste século:

Estaduais: 2001, 2003, 2009, 2013, 2017 e 2018 (6) total

Interestadual: Rio x SP 2002 (1) total

Nacionais: Série B 2008, Copa BR 2002 e 2009, Brasileiro 2005, 2011, 2015 e 2017 (7) total

Continentais: Libertadores 2012, Recopa Sul-Americana 2013 (2) total

Mundial: 2012 (1) total

Comparando ambos, somente neste século, conseguimos ver como o Flamengo fracassou no departamento de futebol. O Corinthians, com menos recursos, tornou-se um clube muito mais vencedor. É verdade que no começo dos anos 2000, o clube paulista tinha algum poderio financeiro, porém, meteu “os pés pelas mãos” e se endividou enormemente. Ainda sim, em campo, conseguiu construir uma identidade competitiva. Já, nós cariocas, de pobres, passamos a ser um exemplo de gestão financeira e de marketing, um modelo nacional a ser seguido. Todavia, não conseguimos reproduzir esses ganhos nos bastidores dentro das quatro linhas. Criou-se uma identidade apática e perdedora.

Esse abismo fica ainda mais evidente se destacarmos somente a “Era Bandeira”. Mostra-nos um time ineficiente, possuidor de meios que de alguma forma, não se interligam. Não há uma sinergia com a história do clube. E sem isso, é impossível ser eficaz, pois um time sem o verdadeiro DNA rubro negro estará fadado ao nada.

 

“Desânimo” (Álvares de Azevedo) – Um trecho, em homenagem ao Flamengo de outrora…

Estou agora triste. Há nesta vida
Páginas torvas que se não apagam,
Nódoas que não se lavam… se esquecê-las
De todo não é dado a quem padece…
Ao menos resta ao sonhador consolo
No imaginar dos sonhos de mancebo!

 

E pra gente fechar:

A gente não quer só dinheiro, a gente quer ser campeão, jogando bem e com raça!

Um abraço, obrigado por nos acompanhar nas redes sociais e até semana que vez!

Só sei que nada sabemos

Fala, galera… Saudações rubro negras! Eu sou o André Zotês e estamos aqui para mais um “O bardo rubro negro”!

 

Este jogo no último domingo se não agradou alguns, serviu para ao menos nos fazer pensar. Peças antes praticamente descartadas ou até deixadas no esquecimento foram destaque ao menos, no primeiro tempo e começo do segundo. Porque em boa parte da etapa final, o que vimos foi uma pressão adversária.

Fizemos um gol relâmpago. Tomamos o empate em bola aérea. Viramos logo no começo do segundo tempo. Até aí, como gosto de falar, foi só mais do mesmo. No entanto, é o que está nas entrelinhas que quero discutir com vocês.

Afinal, quem é o nosso centroavante? E por que eles não fazem gol? E quando fazem logo dois, nenhum vale. Vitinho só vai estrear na temporada que vem? Aliás, quem é o substituto do Vinícius Jr? Diego e Paquetá fazendo as mesmas funções… E aí? Não seria melhor o time jogar no 442 com 2 volantes (vide o retorno do Arão) e soltar mais os laterais (assim, Trauco poderia atuar mais)? E por que a defesa toma tanto gol em cruzamentos?

São várias as questões a serem pensadas. Isso é só futebol, mas poderia ser uma aula de filosofia.

 

Agora vai?

Voltamos a estar mais próximos da liderança. Vencemos um jogo de “6 pontos”, mas a equipe precisa engrenar. Barbieri precisa se decidir sobre onde Diego e Paquetá rendem mais. E se Diego volta ou não ao time. Precisa se decidir sobre mudar ou não o esquema. E se mudar, talvez fosse hora de ousar mais e deixar o Trauco como titular. E por que não irmos mais longe e deixarmos Diego, Paquetá, Everton Ribeiro e Vitinho na frente? Isso se a idéia do “falso 9” persistir. Paquetá e Vitinho poderiam se alternar nessa função. Ainda mais se o Arão seguir jogando. Caso seja utilizado um centroavante de ofício, tendo a cobertura de mais um volante e a participação mais efetiva dos laterais ocorra, aí sim, acredito que o Dourado e Uribe teriam mais chances de desencantarem. O Lincoln caberia num time mais veloz. E aí, hoje, acredito que quem teria quer ir para o banco seria o Vitinho. Mas, será que o nosso técnico bancará tamanha ousadia?

 

Em tempo

Engraçado e no mínimo interessante que o Fla finaliza menos e acerta mais e, ganha. Em um jogo parelho com o Atlético. E joga com mais volantes, não fica tanto com a bola. Vai entender…

Jogo decisivo contra o Corinthians nesta quarta que pode selar a chance de um título mais expressivo nesta temporada e deixar o time mais tranqüilo no Brasileiro. Bela oportunidade de acabar de vez com esse mais do mesmo!