Até onde podemos chegar?

Em 2019, nos despediremos de Lucas Paquetá. Mais um que se vai, de um Flamengo promissor, de bom desempenho, mas que só ganhou um Carioca. O Fla do futuro que ficou e ficará (olha aí, “De Volta para o Futuro”!) no passado. O Fla de Vizeu, Vini Jr e Paquetá.

Esse Flamengo ainda briga pelo Campeonato Brasileiro 2018. Vitória forte e firme sobre o Corinthians, semana passada, que trouxe certo ânimo num final de ano que prometia ser melancólico.

O placar de 3×0 no time paulista mostra todos os “mundos” que compõem o universo rubro negro atual: um time que joga bem competições de pontos corridos, jogadores que são de “médio” para “bom”, uma necessidade latente de motivação extra vindoura de um psicológico diferente, frágil. Os bonecos que ganham do Corinthians na Arena deles, quebrando um tabu de anos e voltando para briga do título, são os mesmo que empataram em zero a zero num Maracanã lotado, com o adversário claramente medroso, e perderam em São Paulo com um gol de jogador que estava apenas com 30 seg em campo. Ou seja, o Flamengo é uma loucura.

E é essa loucura que pode catapultá-los ao título. Pipocam noticias da possível saída de Diego. Não se sabe o futuro de muitos jovens, alguns são utilizados, outros desprezados.  Quem é o atacante titular? Dourado irá sair? E Lincoln? Quem será o presidente?

O Fla 2018 pode ser campeão única e especificamente por conta de sua bagunça institucionalizada, que move misteriosamente coisas na Gávea e em Vargem Grande. Talvez se Paquetá ficasse, Diego já renovasse contrato, Dourado artilheiro do campeonato e ninguém se machucasse, nós não iríamos acreditar no título.

O Flamengo mais organizado em anos é bagunçado por natureza. Talvez nós, rubro negros de verdade, sentimos uma naturalidade e até um sorrisinho “saia entre os dentes” com as noticias. Até o final do ano alguém cairá na porrada lá dentro para ficar bom.

A tabela chama, tão bagunçada quanto um clássico é proclamado e, os adversários estão tão zoados quanto a gente. Se muitos pediam que o futebol brasileiro respirasse, está aí. Ninguém é de ninguém, não existe estabilidade, os pontos e bolinha da Globo, tremem a cada segundo.

Essa é a hora de ir ao Maracanã. A hora de parar na frente da TV, de berrar no áudio de Whats App, de encher o saco no Facebook sem ser por conta de eleição. É hora de ser Flamengo em sua essência.

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